A Estratégia Mágica do 3 na Decoração

O número 3 carrega muitos significados e mistérios. Dentre as várias considerações existentes, o equilíbrio é algo que ele traz fortemente. Resultado da somatória da unidade com a dualidade, além do equilíbrio, inspira também a harmonia e a reconciliação.

Visualmente, em uma composição do ambiente, ele torna-se atraente, dá um certo movimento, um ritmo. Ou seja ele é chamativo!

Por conta disso, constantemente os designers de interiores, usam a regrinha de ouro, a regra de três em suas criações.

Vamos aqui, explicar de maneira fácil e simplificada a estratégia de usar o três na decoração. Mas vamos colocar dessa forma mesmo, uma estratégia, uma diretriz. Afinal a liberdade é sua então não encare como regra obrigatória.

Longe disso!

Mas sim, pode ser que você ame o conceito e saia brincado e replicando o conceito pela casa. Permita-se a conhecê-lo e pode ser que seus olhos já encontraram ele, por aí mesmo e você não tinha se dado conta.

Não é complicado. Esta relacionado em como nossos cérebros funcionam. Parece que eles são atraídos por composições organizadas em números ímpares. Então isso vale para o cinco, o sete ou o nove. Nosso cérebro memoriza com mais eficiência do que com composições em pares.

Você vai perceber que essa estratégia, também é utilizada em outras áreas, na publicidade, em design gráfico, fotografia e por aí vai.

 

Qual é a dos números ímpares então?

 

O nosso cérebro fica confortável com padrões. Quem já não se pegou naquele dia em que começou a ver padrões em tudo que é canto. E é cada coisa Senhor! De repente a tomada parece uma carinha sorridente. Então carinhas sorridentes em diversos objetos e imagens começam a aparecer. E rostos sorridentes é um padrão que o cérebro aprecia.

É natural ver padrões em várias composições pelo mundo afora, como parte central de uma organização ou composição. Nossos olhos se sentem confortáveis com a simetria. A simetria simplifica a assimilação.

Entretanto, quando vemos algo em ímpar, aquilo deixa de ser simples e nossos olhos começam a procurar o que esta faltando para compensar.  É nesse momento que a atenção foi despertada, afinal o padrão foi quebrado.

Causou uma estranheza na nossa cabecinha, vamos dizer.

A regra dos ímpares vai funcionar enquanto esse número não for muito grande. Quando os objetos forem numerosos demais, a percepção se perde.

Dessa forma, a estratégia vai funcionar com os números baixos, onde nossos olhos vão fazer um escaneamento rápido e o cérebro vai se motivar em trabalhar para encontrar o equilíbrio.

 

Três é a regra de ouro

 

Na decoração, a estratégia do três é simplesmente mágica. O  três é um menor número que vai fazer o olho dançar pelo ambiente, assim sendo, a experiência visual fica interessante.

Mas a nossa percepção prega peças em nós! Vamos exemplificar então para visualizar melhor o conceito. Comecemos com composições menores e vamos expandindo:

nessa composição em cima desse aparador,  se você contou todos os objetos encontrará  cinco objetos.

Dois castiçais, um vasinho e dois livros.  E seria isso mesmo, mas aí que entra a mágica...nossos olhos estão vendo apenas três!

Ele não está vendo a unidade ele esta vendo conjuntos. Então os castiçais se tornam um conjunto e os livros outro conjunto.

Quando usamos  bandejas ou cestas e agrupamos objetos nelas, elas acabam se transformando em um conjunto. Isso seria uma das peças que nossas mentes pregam em nós. Percebemos uma coisa mas a realidade é outra.

 

O bom de utilizar as bandejas e as cestas para fazer esses agrupamentos, principalmente em pufes e mesas de centro, é que você consegue movê-los rapidamente ou para mudar a decoração do móvel ou para utilizar o móvel para acomodar uma bandeja com um lanche ou colocar os pés no pufe.

As caixas, bandejas e cestas também ajudam a organizar além de decorar. Nos cantinhos do café por exemplo, depois que o cafezinho é preparado, as coisas voltam para seu devido lugar. Fica mais difícil ver adoçantes espalhados, saquinhos de chás...

Um truquezinho que pode ser usado em várias áreas da casa  como banheiro e cozinha.

      

 

 Composições maiores

 

A estratégia da regra de três se aplicam tanto em nas pequenas composições  quanto na organização dos móveis na sala e demais ambientes. Ela é um clássico que funciona!

fig.1   fig.2

 

Se você tem uma área pequena, que tá te causando aquela sensação que algo esta faltando, experimente colocar três itens para preencher o espaço.

Na fig.1 focando nos ítens maiores, a cadeira de balanço, o quadro e a mesinha trabalham com as diferentes alturas, dando um movimento interessante. O mesmo raciocínio foi realizado na fig.2 com as banquetas. Nesse caso as banquetas tem o mesma altura, o jogo das alturas foi trabalhado nos objetos colocados nelas.

E o cantinho antes sem graça, ganhou um ponto de atração interessante. Ao invés de uma  óbvia mesinha lateral ou um grande vaso com plantas, banquinhos ganham o protagonismo.

Olhe para essas duas imagens:

 

 fig. a fig. b

Na imagem a, tudo esta em para, almofadas, mesinhas laterais inclusive os objetos das mesinhas.

Uma sala simétrica.

Na imagem b, uma terceira mesinha foi adicionada, mesmo modelo das laterais mas com outra dimensão, maior.  Perceba como já dá um movimento.

Um tática muito usada para deixar a formalidade de um ambiente, onde a simetria se coloca em primeiro plano. Essa estratégia pode ser replicada tanto em um ambiente, quanto em uma estante, um aparador ou uma mesa de jantar.

E tudo é uma questão de percepção e treino também, dê uma olhada em sua casa, na disposição dos móveis e objetos e aventure-se a testar a estratégia mágica do três!

 

                                

 

 

 

 

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